Domus Ancestral nasce da escuta do silêncio.


Não do silêncio vazio,
mas daquele que habita corredores antigos,
paredes espessas,
janelas altas por onde a luz entra com parcimônia.
Acreditamos que os espaços guardam memória.
Que casas, castelos, palácios e moradas invisíveis absorvem o tempo,
os gestos cotidianos,
as intenções silenciosas de quem os habitou.
Domus Ancestral não se ocupa da história oficial.
Não narra conquistas, batalhas ou genealogias.
Nos interessa aquilo que ficou à margem:
os interiores,
os objetos esquecidos,
os símbolos que atravessam eras sem nome.
Criamos livros de colorir como portais visuais.
Não para preencher, mas para habitar.
Não para distrair, mas para recolher.
Cada imagem é construída com intenção simbólica.
Cada espaço é desenhado como um campo de presença.
Nada é decorativo por acaso.
Aqui, a cor não é ornamento.
É linguagem.
É escolha íntima.
É expressão da alma.
A Domus Ancestral oferece direcionamentos,
mas nunca impõe leituras.
A interpretação não pertence à autora,
nem ao tempo histórico,
nem ao símbolo em si.
Pertence a quem entra.
O artista que atravessa estas páginas não segue regras externas.
Ele escuta.
Observa.
Responde com cor, gesto e silêncio.
Cada obra final é única,
porque nasce do encontro entre um espaço ancestral
e uma alma contemporânea.
Este é um projeto para quem compreende que criar
não é acelerar,
não é produzir,
não é repetir.
Criar é permanecer.
Domus Ancestral é uma casa aberta no tempo.
Um grimório visual.
Um espaço de recolhimento, simbolismo e expressão interior.
Quem entra, não consome.
Habita.